Beit Netzarim · בית נצרים

Guardando a Torá,
seguindo Yeshua

Uma casa de estudo, oração e comunhão — onde as raízes hebraicas da fé são vividas em família, à luz das Escrituras e da esperança de Israel.


Quem somos

Nossa jornada

A Congregação Yisraelita Beit Netzarim nasceu do desejo de voltar ao princípio: às Escrituras, ao calendário do Eterno e à fé que os primeiros discípulos — os netzarim — viveram em Jerusalém.

Somos uma comunidade que honra a Torá como instrução de vida e reconhece em Yeshua o Messias prometido a Israel. Nossos encontros unem oração, estudo e mesa: gerações aprendendo juntas a caminhar em santidade, justiça e amor ao próximo.

Aqui não há espectadores. Cada família é parte da construção desta casa — no ensino às crianças, no acolhimento do visitante e no cuidado com quem precisa.

בית נצרים Beit Netzarim · A Casa dos Netzarim

“E dos ramos de Yishai brotará um netzer” — Yeshayahu 11:1


Nossa fé

Quatro pilares
que sustentam esta casa

01

Torá

A instrução do Eterno é eterna e boa. Estudamos e vivemos a Torá como caminho de santidade, não como fardo.

02

Yeshua

Cremos em Yeshua, o Messias de Israel — Aquele que não veio abolir, mas cumprir e ensinar a Palavra em plenitude.

03

Yisrael

Amamos Israel, seu povo e sua esperança. Guardamos o Shabat e os moadim, tempos marcados pelo próprio Criador.

04

Kehilá

Comunidade é lugar de pertencimento: mesa posta, crianças ensinadas, viúvas amparadas, irmãos que se sustentam.


Emunatênu · אמונתנו

Nossa declaração de fé

Aquilo que cremos, ensinamos e praticamos nesta casa — exposto em seis fundamentos. Toque em cada um para ler na íntegra.

I YHWH

Adoramos YHWH, que fez os céus e a terra e se deu a conhecer como o Elohim de Avraham (Abraão), Yits'chak (Isaque) e Ya'akov (Jacó).

Ele é echad — UM. Não uma soma de pessoas, nem três: uma só Pessoa, indivisível.

A própria Torá mostra que YHWH se revela de mais de uma forma. Ensinamos que Ele se dá a conhecer por suas k'numé (também ditas gaunin) — essências, naturezas, manifestações — como PAI, como FILHO, isto é, a Palavra/Memrá, e como RUACH HAKODESH, o Espírito de santidade.

Por isso, quando falamos do Pai, de Yeshua e da Ruach HaKodesh, não falamos de três seres distintos, mas do mesmo e único YHWH manifestando-se. Nesta casa não professamos a doutrina de três Pessoas.

II Escrituras

Recebemos como Palavra de Elohim tanto o Tanach — as Primeiras Escrituras — quanto a B'rit Chadashá, a Nova Aliança comumente chamada de “Novo Testamento”. Ambas foram inspiradas por Ele e, em seus textos e manuscritos originais, não falham.

Ao lado delas, a literatura judaica extrabíblica guarda a memória de como se vivia a fé no primeiro século. Ela nos é preciosa, porque ilumina o pano de fundo das palavras de Yeshua e de seus talmidim.

O mesmo vale para os escritos rabínicos, que muitas vezes preservam verdadeiros tesouros da sabedoria de Israel. Por mais valiosa que seja, porém, tratamos essa literatura pelo que ela é: obra de homens, e não a Palavra inspirada de YHWH.

III Mashiach

Yeshua HaMashiach já veio — e é com alegria que aguardamos o dia de sua volta.

Nele a Palavra se fez carne. Nasceu de uma virgem, viveu toda a sua vida sem pecado, em plena conformidade com a Torá, operou milagres e foi executado para expiar os pecados daqueles que se voltam a YHWH em teshuvá (retorno), deixando para trás o erro.

Ao terceiro dia YHWH o levantou dos mortos, em corpo. Ele subiu aos céus e ali está, assentado à direita de YHWH. Ao fim desta era voltará para estabelecer o Reino de Elohim sobre a terra e, a partir de Yerushalayim (Jerusalém), reinará com o seu povo Israel por mil anos.

Veio como homem, ainda que seja uma das k'numé/gaunin (essências, naturezas, manifestações) de YHWH. Além do testemunho das Escrituras, o Midrash Rabá — e diversas outras fontes rabínicas — ensina que o Espírito de Elohim é o próprio Espírito do Mashiach.

Ensinamos também que ele é a Torá encarnada: se a Torá é caminho, verdade, vida e luz, o Mashiach o é igualmente.

IV Salvação

É pela morte de Yeshua HaMashiach, e pela aliança de sangue que ele firmou conosco, que recebemos salvação e redenção dos nossos pecados.

Ser salvo é ser libertado do pecado — e pecado, para nós, é a transgressão dos mandamentos da Torá de YHWH. Yeshua quebra esse domínio e conduz o homem a cumprir a Torá com o coração inteiro, e não apenas por fora.

Essa salvação chega pela fé em Yeshua HaMashiach, por graça. Não se conquista por obras, nem sequer pela observância da Torá: se YHWH nos julgasse pelo rigor estrito da Torá, ninguém escaparia, pois todos pecaram. Por isso as Escrituras e os sábios de Israel ensinam o homem a clamar pela graça e pela misericórdia do Eterno.

Ainda assim, quem de fato crê não fica parado. Todos carecemos da graça de YHWH, mas a fé verdadeira se prova na disposição e no empenho diário de viver os mandamentos. Fé sem obediência está morta, porque nada dá de fruto.

A kapará (כַּפָּרָה, expiação) realizada por Yeshua HaMashiach está aberta a todo ser humano, judeu ou gentio. Diante dela, nenhum judeu é superior a nenhum gentio.

V Torá: a instrução de YHWH

Chamar a Torá de “Lei” é traduzi-la mal. Ela é o conjunto de instruções e ensinamentos que YHWH deu ao homem para que este viva em elevada conduta moral: amando o Eterno acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo.

Justamente por isso YHWH não a abolirá, não a descartará e não a trocará por outra — os princípios ético-morais que ela encerra são eternos.

Guardá-la é dever moral do homem e maneira concreta de amar YHWH. A Torá liberta, não escraviza; é caminho, verdade e luz, dada a todas as nossas gerações, para sempre.

Yeshua é a Torá Viva. Quem abraça a Torá e rejeita Yeshua age contra a vontade de YHWH; quem abraça Yeshua e rejeita a Torá vive em desobediência. Os dois não se separam.

Foi Yeshua HaMashiach quem interpretou a Torá com perfeição — daí a importância de seu modo de vida e de seus ensinamentos para quem deseja caminhar com YHWH.

De quem se converte a YHWH não esperamos perfeição imediata, e sim caminhada: a prática dos mandamentos cresce aos poucos, e com ela a santificação e a elevação espiritual.

Os princípios ético-morais da Torá valem para todos, judeus e não-judeus. Há, contudo, mandamentos endereçados a grupos específicos — sumo sacerdote, sacerdotes, levitas, israelitas, homens, mulheres, judeus e não-judeus. Como parte deles foi dada especificamente a Israel, o não-judeu não está obrigado a cumpri-los como se judeu fosse, embora possa assumi-los de forma voluntária.

VI A única fé

Há uma só fé, entregue certa vez ao povo de Israel. O Mashiach não veio fundar religião nova: veio para reinar sobre toda a terra, e o que ele ensinou não cabe dentro dos dogmas de religião alguma.

Ser talmid de Yeshua HaMashiach é viver essa fé conforme as Escrituras, lidas dentro do contexto histórico e cultural em que foram escritas.

A milenar cultura judaica, com seus ensinamentos, valores e tradições, é indispensável para essa leitura — não há como interpretar corretamente Textos Sagrados apartados do mundo que os produziu.

Por isso reconhecemos e valorizamos o lugar do povo de Israel ao longo dos milênios até os dias de hoje, e entendemos que os ensinos, as doutrinas e as práticas de Yeshua e de seus discípulos, no primeiro século, foram uma entre as diversas correntes do pensamento judaico da época do Segundo Templo.

Bebemos da sabedoria judaica acumulada ao longo dos séculos, mas rejeitamos a “judeulatria”: adotar tradições e ensinos rabínicos sem antes examiná-los criticamente à luz das Escrituras em seu contexto original. Onde houver divergência, prevalece a halachá (lei rabínica) fixada por Yeshua HaMashiach e por seus primeiros discípulos.

Repudiamos com veemência o antissemitismo, que é ódio semeado contra o povo de Israel.

Cremos que YHWH continua agindo de modo sobrenatural e que os dons espirituais permanecem: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operação de milagres, profecia, discernimento espiritual, variedade de línguas e interpretação de línguas. Sabemos, porém, que também falsos profetas operam sinais; por isso rejeitamos toda manifestação espiritual que venha de HaSatan (Satanás) e de seus shedim (demônios).

A Congregação Yisraelita Beit Netzarim existe para viver essa fé original — a que Yeshua e seus discípulos ensinaram — em consonância com o Tanach (Primeiras Escrituras) e a B'rit Chadashá (Nova Aliança), dentro de seu autêntico contexto histórico-cultural.


Encontros

Nossa semana

Todos são bem-vindos — venha como está. Se for sua primeira vez, avise-nos: teremos alguém para lhe receber.

Sexta-feira
Kabalat Shabat Acendimento das velas, Kidush e mesa de Shabat em família.
Ao pôr do sol
Shabat
Shacharit & Leitura da Torá Oração da manhã, parashá da semana e drashá.
10h00
Shabat
Beit Midrash Kids Ensino das crianças com a parashá da semana, em paralelo ao culto.
10h30
Shabat
Minchá Oração da tarde, com leitura e cânticos antes do encerramento do dia.
15h00
Shabat
Havdalá Encerramento do Shabat com vinho, especiarias e luz.
Ao anoitecer
Quarta-feira
Estudo semanal Aprofundamento nas Escrituras, hebraico e vida prática.
19h00
Mensal
Rosh Chodesh Celebração da lua nova e abertura do mês hebraico.
Conforme calendário

Moadim

As festas do Eterno

“Estas são as festas fixas do Eterno, santas convocações que proclamareis a seu tempo determinado.” — Vayikrá 23:4

Toque em cada festa para conhecer o que ela é, como Israel a guarda há gerações e como a vivemos nesta casa.

15 de Nissan · Shemot 12 · Vayikrá 23:5-8

Pessach פֶּסַח

O que é

Pessach recorda a saída de Israel do Egito. Na décima praga, o sangue do cordeiro nos umbrais fez a morte passar por cima das casas — daí o nome, de passar por cima. A Torá manda comer o cordeiro com matzá e ervas amargas naquela noite e, em seguida, guardar sete dias de Chag HaMatzot, a festa dos pães sem fermento, sem que haja chametz (fermento) nas casas.

Como Israel guarda

Nas semanas anteriores as casas são limpas de todo chametz. Na noite de 14 de Nissan faz-se a bedikat chametz, a busca do fermento à luz de vela, e na manhã seguinte o que restou é queimado. Ao anoitecer começa o Seder, a ceia ordenada em quinze etapas, conduzida pela Hagadá: os quatro copos de vinho, a matzá, o maror, o charoset, as Quatro Perguntas feitas pela criança mais nova, o afikoman escondido e resgatado, o Halel cantado à mesa. O primeiro e o sétimo dias são yom tov, dias santos de descanso, e durante toda a semana não se come nem se possui fermento.

Como vivemos em Beit Netzarim

Guardamos a festa do mesmo modo: limpamos o chametz, celebramos o Seder com a Hagadá, os quatro copos e as mesmas bênçãos, e mantemos os sete dias de matzot. À mesa, lemos a redenção do Egito como ela é — o ato pelo qual o Eterno fez de Israel o seu povo — e nela reconhecemos também o Mashiach: Yeshua, entregue no tempo de Pessach, é para nós o cordeiro cujo sangue nos cobre. A matzá partida, escondida e trazida de volta e o copo da redenção falam ao nosso coração da sua morte e do seu retorno.

Uma mesma ceia, uma mesma ordem, uma mesma memória de libertação — cada família a vive com a profundidade que o Eterno lhe concede.

49 dias · Vayikrá 23:15-16

Sefirat HaOmer סְפִירַת הָעוֹמֶר

O que é

A Torá ordena contar sete semanas completas a partir do dia em que se trazia o ômer, a primeira porção da colheita da cevada, até o dia seguinte à sétima semana — quarenta e nove dias que desembocam em Shavuot. É a única mitsvá que se cumpre falando um número por dia, e ela liga a libertação de Pessach ao Sinai.

Como Israel guarda

A cada noite, desde a segunda de Pessach, recita-se a bênção e conta-se o dia em voz alta: “hoje são tantos dias, que fazem tantas semanas e tantos dias do ômer”. O período é vivido como tempo de refinamento do caráter, cada semana associada a uma qualidade a ser trabalhada. É também tempo de contenção — não se marcam casamentos nem festas com música, em memória dos alunos de Rabi Akiva —, com uma pausa alegre em Lag BaOmer, o trigésimo terceiro dia.

Como vivemos em Beit Netzarim

Contamos os mesmos quarenta e nove dias, com a mesma bênção, noite após noite, e usamos esse tempo para examinar a vida e preparar o coração para Shavuot. A oferta do ômer, trazida como primícias da colheita, é lida entre nós também como figura de Yeshua, primícias da ressurreição; e a contagem se torna caminho consciente da libertação até a entrega da Torá.

6 de Sivan · Vayikrá 23:15-21 · Devarim 16:9-12

Shavuot שָׁבוּעוֹת

O que é

Shavuot — “semanas” — encerra a contagem do ômer. Na Torá é festa de colheita: traziam-se ao Templo os dois pães do trigo novo e as bikurim, as primícias dos frutos da terra. A tradição de Israel a conhece também como Zman Matan Toratenu, o tempo da entrega da nossa Torá, pois foi por esses dias que o povo se pôs diante do Sinai.

Como Israel guarda

Muitos passam a noite acordados no Tikun Leil Shavuot, estudando Torá até o amanhecer, para reparar simbolicamente o sono do povo na véspera do Sinai. Pela manhã leem-se os Dez Mandamentos, de pé, e o livro de Rute, com sua colheita e sua adesão ao Elohim de Israel. As casas e sinagogas são enfeitadas com verdes e flores, comem-se laticínios, e o dia é yom tov, de descanso.

Como vivemos em Beit Netzarim

Fazemos a mesma vigília de estudo, lemos os Dez Mandamentos e o livro de Rute, e celebramos a Torá dada no Sinai como dádiva que permanece. Nesta casa recordamos, junto com isso, o dia em que a Ruach HaKodesh foi derramada sobre os talmidim reunidos em Yerushalayim, também em Shavuot — a mesma Torá, agora escrita no coração, como prometeu Yirmeyahu. Colheita, Sinai e Ruach são para nós um só fio.

1 de Tishrei · Vayikrá 23:23-25 · Bamidbar 29:1

Yom Teruá יוֹם תְּרוּעָה

O que é

A Torá chama o primeiro dia do sétimo mês de dia de descanso, santa convocação e teruá — o dia do toque. Em Israel ele é conhecido como Rosh Hashaná, cabeça do ano, e abre os Yamim Noraim, os dez dias temíveis que vão até Yom Kipur: tempo em que o povo se apresenta diante do Rei para exame e retorno.

Como Israel guarda

O centro do dia é o shofar. Sopram-se cem toques — tekiá, shevarim, teruá e a longa tekiá guedolá —, e a liturgia se organiza em três temas: a realeza do Eterno, a lembrança diante d'Ele e o próprio som do shofar. Muitos vão às águas para o tashlich, lançando simbolicamente as faltas ao fundo do mar. À mesa há maçã com mel e romã, pedindo um ano doce e cheio de méritos. É yom tov, dia de descanso.

Como vivemos em Beit Netzarim

Ouvimos o mesmo shofar, guardamos o descanso e entramos nos dez dias de teshuvá com o mesmo exame de vida e o mesmo pedido de perdão a quem ofendemos. Preferimos o nome que a Torá dá ao dia, Yom Teruá, e escutamos no toque, além do chamado ao retorno, o anúncio do dia em que o Mashiach será revelado a toda a terra.

10 de Tishrei · Vayikrá 16 · Vayikrá 23:26-32

Yom Kipur יוֹם כִּפּוּר

O que é

O dia mais solene do ano: o Eterno ordena afligir a alma e cessar todo trabalho, e nesse dia se faz expiação por Israel. No Templo, o Kohen Gadol entrava no Lugar Santíssimo uma única vez ao ano, com o incenso e o sangue, e sobre o bode enviado ao deserto eram confessadas as faltas do povo.

Como Israel guarda

Jejua-se por cerca de vinte e cinco horas, sem comer nem beber, abstendo-se ainda de banho, de unção, de calçado de couro e de relações conjugais. A entrada é marcada pelo Kol Nidrei e o encerramento pela Neilá, quando as portas se fecham; ao longo do dia repete-se o vidui, a confissão, e lê-se o livro de Yoná. Antes do dia, cada um procura aquele a quem ofendeu: o que é entre a pessoa e o próximo só se resolve com o próximo.

Como vivemos em Beit Netzarim

Jejuamos e afligimos a alma como a Torá manda, buscamos reconciliação com quem magoamos antes que o dia chegue e passamos as horas em oração, confissão e leitura. Ao recordar o serviço do Kohen Gadol, contemplamos a kapará (כַּפָּרָה) realizada por Yeshua HaMashiach, e o dia se torna, para nós, tempo de gratidão e de exame profundo — não de desespero, mas de retorno.

15 a 21 de Tishrei · Vayikrá 23:33-43

Sucot סֻכּוֹת

O que é

Sete dias de alegria, ao fim da colheita, em que Israel deixa a casa firme e habita em cabanas — para que as gerações saibam que o Eterno fez o povo habitar em sucot ao tirá-lo do Egito. É chamada simplesmente HeChag, a Festa, e a Torá manda alegrar-se nela.

Como Israel guarda

Constrói-se a sucá, de cobertura vegetal por onde se enxergam as estrelas, e nela se come — e muitos dormem — durante os sete dias. Toma-se diariamente as quatro espécies: o lulav da tamareira, o etrog, os ramos de murta e de salgueiro, agitados com bênção nas seis direções. Recebem-se convidados à mesa, cantam-se as hoshanot, e o sétimo dia, Hoshaná Rabá, é de súplica. Logo em seguida vêm Sheminí Atzeret, com a oração pela chuva, e Simchat Torá, quando se encerra e se recomeça o ciclo de leitura, dançando com os rolos.

Como vivemos em Beit Netzarim

Levantamos a nossa sucá, tomamos as quatro espécies, comemos e nos alegramos juntos, recebendo visitantes e ensinando as crianças por que moramos sete dias sob os ramos. Lembramos que o Eterno habitou no meio do seu povo no deserto, vemos em Yeshua a promessa de que Ele habitaria entre os homens, e olhamos para o dia anunciado por Zecharyah, em que as nações subirão a Yerushalayim para celebrar esta mesma festa.

25 de Kislev · oito dias · festa de dedicação

Chanucá חֲנֻכָּה

O que é

Chanucá — “dedicação” — recorda a purificação e a rededicação do Templo de Yerushalayim, no século II a.E.C., depois de anos de profanação e do levante conduzido pelos Macabeus contra a proibição de viver segundo a Torá. A tradição conta que o óleo puro encontrado, suficiente para um dia, ardeu por oito. Não é uma das festas fixadas na Torá, e sim uma festa da história de Israel, guardada por todo o povo.

Como Israel guarda

A cada uma das oito noites acende-se mais uma luz na chanukiá, com o shamash, colocada à janela ou à porta para que a luz seja vista da rua. Recitam-se as bênçãos e cantam-se o Hanerot Halalu e o Maoz Tzur; nas orações acrescenta-se o Al HaNissim e recita-se o Halel. Comem-se alimentos fritos em óleo — sufganiot e levivot — e as crianças brincam com o sevivon. O trabalho é permitido: são dias de luz e de gratidão, não de descanso obrigatório.

Como vivemos em Beit Netzarim

Acendemos a chanukiá noite após noite com as mesmas bênçãos, cantamos, comemos e contamos às crianças a fidelidade daqueles que não abriram mão da Torá. Guardamos também que Yeshua esteve em Yerushalayim durante esta festa, e que a luz que se coloca à janela nos ensina a não esconder aquilo que cremos.

14 de Adar · Meguilat Ester

Purim פּוּרִים

O que é

Purim celebra o livramento dos judeus do império persa, quando o decreto de extermínio tramado por Haman foi desfeito pela coragem de Ester e de Mordechai. O nome vem do pur, a sorte lançada para marcar o dia da destruição — e que acabou marcando o dia da alegria. Como Chanucá, é festa da história de Israel, instituída pelos que viveram aqueles dias.

Como Israel guarda

São quatro as obrigações do dia: ouvir a leitura da Meguilat Ester duas vezes, à noite e de manhã, fazendo barulho a cada menção de Haman; enviar porções de comida ao próximo (mishloach manot); dar presentes aos necessitados (matanot laevyonim); e fazer uma refeição festiva. Na véspera muitos jejuam no Taanit Ester, e as crianças — e não só elas — se fantasiam, lembrando que o rosto do Eterno estava oculto naquela história.

Como vivemos em Beit Netzarim

Lemos a Meguilá com a comunidade reunida, enviamos porções uns aos outros, socorremos os necessitados e nos alegramos à mesa. Aprendemos com Ester que o Eterno preserva o seu povo mesmo quando parece calado, e essa certeza sustenta a nossa fidelidade nos tempos difíceis.

Semanal · Shemot 20:8-11 · Vayikrá 23:3

Shabat שַׁבָּת

O que é

O sétimo dia, santificado desde a criação e gravado nos Dez Mandamentos. A Torá o coloca à frente de todos os moadim: um dia inteiro em que o trabalho cessa, do pôr do sol de sexta-feira ao anoitecer de sábado, como sinal perpétuo entre o Eterno e Israel.

Como Israel guarda

Pouco antes do pôr do sol a mulher acende as velas e o Shabat entra. Vem o Kidush sobre a taça de vinho, as duas chalot cobertas sobre a mesa, a bênção sobre os filhos e as três refeições do dia. Na sinagoga lê-se a porção semanal da Torá. Abstém-se das trinta e nove categorias de trabalho aprendidas da construção do Mishcan. Ao anoitecer de sábado, a Havdalá separa o santo do comum, com vinho, especiarias aromáticas e a vela trançada.

Como vivemos em Beit Netzarim

Acendemos as velas, fazemos o Kidush, abençoamos os filhos, partimos as chalot e nos reunimos para oração, leitura da parashá e mesa, encerrando com a Havdalá. Guardamos o dia como descanso e deleite, e nele recordamos que o Mashiach é aquele que dá descanso à alma — de modo que o Shabat é, ao mesmo tempo, mandamento cumprido e antegozo do mundo vindouro.

Se você quiser conhecer, é aqui que costumamos receber quem chega pela primeira vez. Venha em um Shabat.

בס״ד Beit Midrash · Casa de Estudo

Ensino

Vivendo a fé,
estudando a Palavra

Uma jornada pelos fundamentos da fé judaico-messiânica: a parashá semanal, as raízes hebraicas das Escrituras, o calendário bíblico e a aplicação prática dos mandamentos.

Nossos estudos acontecem presencialmente na congregação e também em material disponível para quem está longe — para que nenhuma família fique sem ensino.

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יְבָרֶכְךָ יְהוָה וְיִשְׁמְרֶךָ יָאֵר יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ וִיחֻנֶּךָּ יִשָּׂא יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם

“O Eterno te abençoe e te guarde; Faça resplandecer o Eterno o Seu rosto sobre ti e te agracie; Tenha o Eterno misericórdia de ti e ponha em ti a paz”
Birkat Kohanim · Bamidbar 6:24-26

Sua contribuição sustenta o ensino da Torá, o cuidado com as famílias da comunidade e a manutenção da casa. Cada oferta é semente de bênção.


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